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A importância de abrandar: quando o silêncio também é um caminho

Há momentos em que a vida parece correr depressa demais. Tudo acontece num ritmo que não acompanha o bater do meu coração. E é aí que percebo, preciso abrandar.



Durante muito tempo, associei o “abrandar” a desistir, a ficar para trás, a fazer menos. Hoje sei que é exatamente o contrário: abrandar é voltar a escutar-me, é cuidar do que vive dentro de mim.


A verdade é que o silêncio também é um caminho. Um caminho que nos ensina a estar connosco, a observar o que sentimos, a deixar cair o que já não faz sentido. Quando paro, mesmo que por uns instantes, o mundo parece alinhar-se de novo.

Ouço o som da minha respiração, o peso dos meus pensamentos, o eco das emoções que tantas vezes escondo por entre tarefas e pressas.


Abrandar é um ato de coragem num mundo que nos empurra para o movimento constante. É escolher estar presente, em vez de apenas passar por entre os dias.É fazer pausas conscientes, tomar café sem o telemóvel, olhar o céu, escrever o que sinto sem filtrar as palavras.


Quando me permito abrandar, descubro uma paz que não depende do que acontece lá fora.

Descubro que o silêncio não é vazio, é espaço.

E é nesse espaço que encontro as respostas que procurava no barulho.


Outubro convida-me a isso: a regressar a mim, a cuidar do meu ritmo, a ouvir o som tranquilo da minha própria vida.


Talvez o segredo não seja fazer mais.

Talvez o segredo seja apenas ser.



Com carinho e gratidão,

Amor com Letras 🩷


 
 
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